quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Valparaíso, cidade portenha





Valparaíso, da comuna de Valparaíso, região de Valparaíso - ou, como carinhosamente dizem os chilenos, simplesmente Valpo - é uma boa pedida de passeio. Ligada à cidade de Santiago por uma moderna rodovia (que possibilita que os 117 km de distância entre uma e outra cidade sejam percorridos em pouco mais de 1h30 de viagem), ela abriga o principal porto do Chile, ligando o país às águas do Pacífico (que de pacífico só tem o nome). Mas não é isso que faz com que ela seja uma das cidades mais turísticas do país, e patrimônio cultural mundial segundo a UNESCO: o que todo mundo que vai para lá quer mesmo ver são os tais dos elevadores. Sim, elevadores! Calma, não é programa de paulistano não senhor: os elevadores são o único meio de transporte possível entre alguns pontos de Valpo. A cidade conta com 42 morros e colinas extremamente inclinados, e praticamente nenhuma zona plana; assim, os elevadores são, muitas vezes, a única conexão entre a zona costeira e a zona alta da cidade. Paga-se entre 100 e 300 pesos para subir ou descer pelos elevadores (aproximadamente algo entre R$ 0,45 e R$ 1,20) - o preço varia de acordo com quão turística é cada caixinha saltitante de madeira. Mas é sempre importante lembrar que, embora turísticos, os elevadores são utilizados pelos moradores dos morros diariamente, porque subir tudo aquilo de "escada" (ou melhor, de degraus escorregadios espalhados pelas ruas, muito bonitos, mas pouquíssimo práticos) não é mole não. E se você estiver de sandália rasteirinha você vai escorregar - de novo, o tema do blog se repete, escolher o calçado adequado para cada passeio é muuuuuito importante, e eu preciso de ajuda gente, é sério. Mas enfim, o importante é você saber que enquanto tudo o que você quer é tirar fotos tem gente com pressa do seu lado indo trabalhar, e todos vão estar olhando para você, turista.
As casinhas coloridas, marca registrada de Valpo, fazem a cidade parecer um grande Caminito de Buenos Aires, extendido até onde chega o alcance dos olhos.

6 comentários:

Rodrigo disse...

adorei as descrições....as caixinhas não são tão saltitantes assim...

marucs disse...

Olá, Lil, que máximo...
Viajando muito hein... O Rodrigo tá apresentando o Chile é? É Lua de mel?.. Então, traz muitas garrafas de Pisco e me convida pra tomar...rsrsrsr
beijo

Bruno Barrio disse...

Ahhh! Tá ficando pop!

Vivi de Andrômeda, cada vez mais nebulosa disse...

Olha o Rodrigo te desmentindo sobre as caixinhas saltitantes!

E amore, usa um tênis!!!!! Vai se machucar por aí ¬¬

beijos, saudades!

Fernanda Sais disse...

heheheeh é, eu ia questionar a 'saltitude' dos elevadores mesmo! :P

fotos lindas...

e endossando os pedidos... usa tênis... quero uma irmã com pé de volta, como a gente vai fazer montanhismo desse jeito?

sem nome disse...

Sabe o que a sua descrição me lembrou? O "Le città invisibili" do Calvino. Valparaíso poderia ser uma das cidades descritas por ele. Você que está nessa onda um tanto aventureira, um tanto reflexiva e com um blog de viagem tinha que ler.
Trecho motivacional rs

"Quem viaja sem saber o que esperar da cidade que encontrará no final do caminho, pergunta-se como será o palácio real, o moinho, o teatro, o bazar. Em cada cidade do império os edifícios são diferentes e dispostos de maneira diversas: mas, assim que o estrangeiro chega à cidade desconhecida e lança o olhar em meio às cúpulas de pagode e clarabóias e celeiros, seguindo o traçado de canais hortos depósito de lixo, logo distingue quais sào os palácios dos príncipes, quais sào os templos, a prisão a zona. Assim - dizem alguns - confirma-se a hipótese de que cada pessoa tem em mente uma cidade feita exclusivamente de diferenças, uma cidade sem figuras e sem forma, preenchida pelas cidades particulares."